June 30, 2017

Zany Bunny entrevista a... Mi Mitrika

MI MITRIKA is a project from the creator Alexandra Macedo. A place were her interest in fabric, thread, pattern design and manual printing come together.
From the creation and design of a piece to its concision, there’s a rather slow and almost always experimental path to follow.

Inspired by the images she captures in everyday life or in the elements she gathers from nature, she adapts and recreates shapes and colours in a continuous challenge, creating toys made of natural fabric such as cotton or linen, blankets, cloths and knitted accessories, using threads that have been carefully produced by Portuguese hands and some pieces of textile jewelry.


MI MITRIKA é um projecto da criadora Alexandra Macedo. Um lugar onde se reúnem os seus interesses pelos tecidos, os fios, o desenho de padrões e a estamparia manual. 
Desde imaginar e desenhar uma peça, até à sua concretização, vai um percurso por vezes lento e quase sempre experimental.
Inspirada pelas imagens que capta no dia a dia ou nos elementos que recolhe na natureza, adapta e recria, formas e cores num constante desafio, criando bonecos em tecidos naturais, como o algodão e o linho, mantas, tapetes e adereços em malha, usando fios produzidos com todo o cuidado por mãos portuguesas e algumas peças de joalharia têxtil.


MI MITRIKA es un proyecto de la creadora Alexandra Macedo. Un lugar donde se reúnen sus intereses por los tejidos, hilos, diseño de estampados y estampación manual.
Desde imaginar y diseñar una pieza, hasta su concreción, va un recorrido a veces lento y casi siempre experimental.
Inspirada por las imágenes que capta en el día a día o en los elementos que recoge en la Naturaleza, adapta y recrea formas y colores en un constante desafío, creando muñecos con tejidos naturales como algodón y lino, mantas, tapetes y accesorios de punto, usando hilos producidos con todo el cuidado por manos portuguesas y algunas piezas de joyería textil.


What inspires you at the time of choosing your colour palettes or the materials for your fabrics or toys?Colour is very important in my work and it’s also one of the biggest challenges but also one of the biggest pleasures. It’s about combining colours and creating palettes that contradict the so-called “tendencies” dictated by fashion. I look for inspiration essentially in nature; a broom and heather landscape can give me the idea of putting pink and yellow together exactly using those tones. There are neither rules nor prejudice in nature, what allows one to find colour variation and really unique and inspiring combinations.

¿Qué te inspira a la hora de elegir las paletas de colores o materiales para tus tejidos o muñecos? 
A cor tem muita importância no meu trabalho e um dos maiores desafios, mas também um dos maiores prazeres, é conjugar cores e criar paletas que contrariem as chamadas “tendências” ditadas pela moda. Procuro inspiração essencialmente na natureza, uma paisagem de urze e giesta pode dar-me a ideia de juntar o tom rosa com o amarelo exactamente naqueles tons. Na natureza não existem regras nem preconceitos no que consta à junção das cores o que permite encontrar uma variação de cores e combinações verdadeiramente únicas e inspiradoras.

El color tiene mucha importancia en mi trabajo, y uno de los mayores desafíos pero también de los mayores placeres, es conjugar colores y crear paletas que contradigan las llamadas "tendencias", dictadas por la moda. Busco inspiración esencialmente en la Naturaleza, un paisaje de brezo y genista puede darme la idea de juntar rosa con amarillo exactamente en aquellos tonos. En la naturaleza no existen reglas ni prejuicios lo que permite encontrar una variación de colores y combinaciones verdaderamente únicas e inspiradoras.


How is your working space? Or where do you feel more comfortable at the time of crocheting or making your labours?
My working space is anywhere I feel comfortable in. It can be at my home studio with my plants, my pictures on the wall and the yarns and fabrics around me, in a cafeteria where I feel good at or in a garden while I sunbathe. The advantage of having several projects at the same time is that I can carry some of them with me and take them to places that are out of my usual place. It is quite common for me to crochet during a train or a van trip; I make the most of every moment in order to work as my job is what I enjoy the most.

¿Cómo es tu espacio de trabajo? ¿O dónde te sentís más cómoda tejiendo, realizando tus trabajos? 
O meu espaço de trabalho é onde me sinta confortável. Pode ser no meu atelier em casa, com a minhas plantas, as minhas fotografias na parede, as lãs e os tecidos à minha volta, num café onde me sinta bem, ou num jardim enquanto apanho sol. A vantagem de ter vários projectos ao mesmo tempo é que posso transportar alguns deles para locais fora do meu espaço habitual. É frequente tricotar ou fazer crochet durante uma viagem de comboio ou camioneta, aproveito todos os momentos para trabalhar pois o meu trabalho é o que mais gosto de fazer.

Mi espacio de trabajo es donde me sienta confortable. Puede ser en mi taller en casa, con mis plantas, mis fotos en la pared, las lanas y los tejidos a mi alrededor, en una cafetería donde me sienta bien o en un jardín mientras tomo el sol. La ventaja de tener varios proyectos al mismo tiempo es que puedo transportar algunos de ellos a lugares fuera de ni espacio habitual. Es frecuente tejer durante un viaje de tren o furgoneta, aprovecho todos los momentos para trabajar ya que mi trabajo es lo que más me gusta hacer.


Do you remember when your love for yarns and handmade thing was born?
I think it’s common to start feeling like crocheting during maternity or that’s what happened to me. When I had my first child at the age of 18, I asked my mum to teach me how to knit so I could make some clothes for him.
Crochet came much later from the will of creating new products and the need of finding other techniques that were more suitable to get the results I was looking for.
My passion for yarns has always been there but during the last couple of years I’ve only worked with yarn made in Portugal from national raw material and I am more and more satisfied with the results. Matters like the origin of the materials and sustainable manufacture processes concern me. I believe that by using Portuguese brands I am contributing to keep certain activities alive such as shepherding, yarn and dyeing factories and retailer traditional businesses, which are many times run by families and have been existing for centuries.

¿Recordás cuando nació tu amor por las lanas y por realizar cosas a mano? 
Penso que é comum a vontade de tricotar surgir aquando da maternidade, o mesmo aconteceu comigo. Quando tive o meu primeiro filho aos dezoito anos, pedi à minha mãe que me ensinasse a tricotar para poder, eu própria, fazer algumas peças de roupa para ele. 
O crochet surgiu muito mais tarde, da vontade de criar novos produtos e da necessidade de recorrer a outras técnicas que melhor se adaptassem aos resultados que pretendia. 
A paixão pelos fios vem desde sempre, mas nos últimos anos tenho trabalhado exclusivamente com fios produzidos em Portugal, a partir de matéria prima nacional e estou vez mais satisfeita com os resultados. Preocupam-me questões como a origem dos materiais e processos de fabrico sustentáveis, acredito que usando marcas portuguesas estou a contribuir para que actividades com a pastorícia, empresas de fiação, tinturarias, e comércio tradicional a retalho se mantenham activas, contribuindo para a economia de muitas pequenas empresas, muitas delas familiares e com séculos de existência.

Pienso que es común que durante la maternidad surjan las ganas de tejer, eso mismo me pasó a mi. Cuando tuve a mi primer hijo a los 18 años, pedí a mi madre que me enseñase a tejer para poder yo misma hacer algunas piezas de ropa para él.
El ganchillo surgió mucho más tarde, de las ganas de crear nuevos productos y de la necesidad de recurrir a otras técnicas que se adaptasen mejor a los resultados que pretendía.
La pasión por los hilos viene desde siempre, pero en los últimos años he trabajado exclusivamente con hilos producidos en Portugal, a partir de materia prima nacional y estoy cada vez más satisfecha con los resultados. Me preocupan cuestiones como el origen de los materiales y procesos de fabricación sostenibles, creo que usando marcas portuguesas estoy contribuyendo para que actividades como el pastoreo, empresas de hilado, tintorerías y comercio minorista tradicional se mantengan activos, contribuyendo para la economía de muchas pequeñas empresas, muchas de ellas familiares y con siglos de existencia.


I guess sometimes it’s difficult to only choose one. (It’s like when you were little and you were asked: who do you love more, mummy or daddy?), but what’s the fabric or the creation that you have a special affection for?
Working with yarn gives me a special pleasure and it’s without a doubt my favourite raw material. I especially like the latest pieces I made out of yarn, some little cushions that can also be used as decorative elements on the wall. In those works where I use fabrics, like my toys and the Valentinas, I rather go for linen and fabrics that I manually dye myself.


Entiendo que a veces es difícil elegir sólo uno.(Es cómo cuando de pequeña te preguntan: A quién querés más ¿A Mamá o a Papá?) ¿Pero cuál es el tejido o creación por la cual sientes un cariño especial? 
Trabalhar com lãs dá-me um especial prazer e é sem dúvida a minha matéria prima de eleição. Gosto especialmente das últimas peças que realizei em lã, umas pequenas almofadas que também podem ser usadas como elementos decorativos na parede. Nos trabalhos em que utilizo tecidos, como os meus bonecos e nas Valentinas, dou preferência ao uso do linho, das fazendas de lã e dos tecidos estampados por mim manualmente.

Trabajar con lanas me da un placer especial y es sin duda mi materia prima por elección. Me gustan especialmente las últimas piezas que realicé con lana, unos pequeños cojines que también pueden ser usados como elementos de decoración en la pared. En los trabajos que utilizo tejidos, como mis muñecos y las Valentinas,  doy preferencia al lino y a tejidos teñidos por mi manualmente.


I know it’s not easy to keep it short with these matters but, how was Mi Mitrika born?
MI MITRIKA project came to life from my liking for working with my hands and creating pieces designed and created by myself. When my daughter was born in 1999 I knew for sure that this was a lifelong project and it’s in that sense that it’s been evolving since then, always with the goal, more or less achieved, of growing as a brand, becoming established through my journey as a creator.


Sé que cuesta ser breve en estas cuestiones, pero ¿Cómo fue naciendo Mi Mitrika? 
O projecto MI MITRIKA foi nascendo do gosto que tenho em trabalhar com as mãos e de criar peças desenhadas e pensadas por mim. Com o nascimento da minha filha em 1999 veio a certeza de que este era um projecto para a vida e é nesse sentido que vem evoluindo desde aí, sempre com o objectivo, mais ou menos conseguido de crescer como marca e afirmando-se através do meu percurso como criadora.

El Proyecto MI MITRIKA fue naciendo de mi gusto por trabajar con las manos y de crear piezas diseñadas y pensadas por mi. Con el nacimiento de mi hija en 1999 vino la certeza de que este era un proyecto de vida y es en ese sentido que viene evolucionando desde entonces, siempre con el objetivo, más o menos conseguido, de crecer como marca, afirmándose a través de mi trayectoria como creadora.




This interview was made by Zany Bunny and translated into Spanish by Maria Sommer and into English by Marina D. Bárcenas and  Orangefox

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June 8, 2017

Merino Feroz, San Lorenzo de El Escorial

I was so looking forward to visit this place...! Just the name, which is Spanish for "Ferocious Merino", is so suggestive, isn't it? But, leaving the name appart... we're talking here about a Knitting Tavern... yes, you've read right: Knitting Tavern! What else could you ask for? Well, there's more. And a lot more. Believe me, I'm totally fascinated.

Llevaba tanto tiempo con ganas de visitar este lugar! Ya sólo el nombre es la mar de sugerente, no me digáis que no... pero es que además, lo de teje taberna... ¡¡¡Teje Taberna!! Qué más se puede pedir? Pues aún hay más. Y mucho más. A mi me tiene totalmente fascinada.

MERINO FEROZ

In Merino Feroz , you'll find a very selected menu of yarns, which is not easy to find in Spain yet, such as Hedgehog FibresMalabrigoMadeline Tosh... Besides, they have knitting and crochet workshops, and as a novelty, a super fun youtube channel with tutorials, patterns and tips. And... craft beer!!

En Merino Feroz encontrarás una super selecta carta de lanas que no es fácil de encontrar hoy en día en España como Hedgehog Fibres, Malabrigo, Madeline Tosh... Cada vez se van viendo más, pero siguen siendo rarezas.

 Además imparten talleres, clases de ganchillo y punto para todos los niveles,  y como novedad hace unos meses, han creado un canal de youtube divertidísimo con muchas ideas, patrones y tutoriales. Y... tienen cerveza artesanal!





My visit to Merino Feroz  was a day to remember. It was a bank holiday in December, and we decided to go for a daytrip to San Lorenzo del Escorial by train. We visited the monastery, walked around the gardens and parks, had a snack in the city and ended the party having a beer in this knitting tavern. I strongly recommend this plan if you're visiting Madrid for more than one day.

Mi visita a Merino Feroz fue un día para el recuerdo. Aprovechamos un festivo de diciembre para coger el tren a San Lorenzo de El Escorial. Visitamos el monasterio, paseamos por los jardines y parques, merendamos en el pueblo, y como fin de fiesta una cerveza en la teje taberna. Os recomiendo este plan, yo lo hice en otoño y pienso volver en otra época del año para ver la diferencia del paisaje, que es precioso. (Disculpad que me ponga cursi, pero es que es todo tan bonito...)


Some instagram moments in Merino Feroz
Algunos momentos instagram en Merino Feroz





Merino Feroz is located in San Lorenzo de El Escorial, 30, Floridablanca Street, in the very city centre. Have a nice walk around the historical centre and end your day with a beer at Marta's, enjoying the special environment.

Merino Feroz está en San Lorenzo de El Escorial, en la Calle Floridablanca nº30, en pleno centro de la ciudad. Paséate por el centro histórico y termina la tarde tomando una cerveza en casa de Marta, disfrutando de su buen ambiente.

May 24, 2017

Lots of Loops entrevista a... Zany Bunny

I am Cony Goncebate. I live in Argentina and am a graphic designer who works with visual animation. If I have to think about how Zany Bunny came to life I can’t help but to travel back in time, back to a curious little girl that asked her mum, every damn day, to get her coloured pencils, markers, temperas, watercolors, and filled sheets and sheets of paper with drawings. 

She would ask her nan to show her how to sew, embroider, knit cross stitch (but fabric was something that escaped her patience, believe it or not). She would make her own animals from plush with the patterns that came with the magazines her dad brought every month. Who had a huge library full of story books and novels; she would stay awake every night reading them or writing stories that happened in a magical kingdom. Who loved the smell of oil paint and turpentine from the painting workshop to which she went to paint her animals. In a few words: A bit of a ‘weird’ kid (Including a subscription to the school library, since the age of eight). But that little ‘weird’ kid grew up with a head full of imaginary colourful worlds, sounds and magic. And that way, bit by bit, between drawings, wool and stories (and after finally making friends with crochet, her pending subject) Zany Bunny was born. Her happy world. My happy world. A universe full of monsters with mustaches, unicorns, foxes and vegetarian vampires, who like to get together to drink tea and eat lemon biscuits. Where each character has life of its own, particular tastes and attributes and they all live happily making mischief. A place where I can combine my love for weaving, embroidering and sewing along with my love for writing stories. A place where I can still be that girl for a little while longer 


Soy Cony Goncebate. Vivo en Argentina y soy diseñadora y animadora audiovisual. Si tengo que ponerme a pensar cómo nació Zany Bunny no puedo evitar viajar atrás en el tiempo, hasta encontrar a una niña muy curiosa que le pedía a su mamá, todos los santos días, que le diera lápices de colores, marcadores, temperas, acuarelas, y llenaba hojas y hojas con dibujos. Que le pedía a su abuela que le enseñe a coser, a bordar, a hacer punto cruz (pero eso sí, el tejido era algo que escapaba a su paciencia, créanlo o no). Que hacía sus propios animales de felpa con los patrones que venían en una revista que le traía su papá todos los meses. Que tenía una biblioteca enorme llena de libros de cuentos y novelas; y se desvelaba a la noche leyéndolos, o escribiendo historias que transcurrían en reinos fantásticos. Que amaba el olor a óleo y trementina del taller de pintura al que iba a pintar animales. En pocas palabras: una niña un poco “rara” (con suscripción a la biblioteca del colegio, incluida, desde los ocho años). Pero esa niña “rara” creció con la cabeza llena de mundos imaginarios de colores, sonidos y magia. Y así, poco a poco, entre ilustraciones, lanas, cuentos e historias (y tras de amigarse con el crochet, que era su materia pendiente), fue naciendo Zany Bunny. Su mundo feliz. Mi mundo feliz. Un Universo lleno de monstruitos con bigotes, unicornios, zorros y vampiritos vegetarianos, a quienes les gusta juntarse a tomar el té y comer galletitas de limón. Donde cada personaje tiene su vida propia, gustos y cualidades particulares, y todos viven muy contentos haciendo travesuras. Un lugar donde puedo unir mi amor por tejer, bordar y coser junto con mi amor por escribir historias. Un lugar donde puedo seguir siendo esa niña un ratito más. 



Tell me more about your design process. How long does it take you to make a complete piece? 
My creative process varies, a lot. Depends on the animal. Some characters, like Philip Le Calamar for example, emerged from previous illustrations and sketches and after some tests I started making it with crochet. With others I had the complete opposite, like with Señor Bigotes, who I created while crocheting. Over several dolls and over time I added accessories, taking others off, changing the colours, the size of the eyes until I was happy with the final result. I generally prefer this methodology: Crocheting without knowing what will come out of the needles. I find it much more intuitive and playful. I think it also has to do with the crocheting without patterns, because well…cof...cof... (insert blushed face), I am very absent minded and I forget to count the stitches. So I end up abandoning the pattern and ‘crocheting from memory’. My so-called patterns are annotations in a notebook: “make the fox' tail smaller and the ears bigger’ or ‘the whiskers look cuter if they are longer’. So the time invested in each little animal is very different, sometimes it takes days to draw a sketch until I am happy with it. Other days it’s days of crocheting and unraveling it. When it comes to the characters that have defined designs I like to take my time and invest a lot of love in each detail, like the little mouths, tiny hats or the embroidery. 


Cuéntame sobre tu proceso de diseño y creación ¿cuánto tiempo inviertes en el proceso completo de una pieza? 
Mi proceso creativo varía bastante. Depende mucho el bichito. Algunos personajes, como Philip Le Calamar, por ejemplo, surgieron de ilustraciones y bocetos previos y después de algunas pruebas fui pasándolo al crochet. Con otros, sucedió todo lo contrario. Como es el caso del Señor Bigotes, a quien fui creando sobre la marcha directamente mientras tejía. Y a lo largo de varios muñecos y con el tiempo, fui agregandole accesorios, sacandole otros, cambiando los colores, el tamaño de los ojos hasta que quedé conforme con el resultado final. En general me gusta y me divierte mucho más esta última metodología: la de tejer sin saber bien que va a salir de las agujas. Me parece mucho más intuitiva y lúdica. Creo que también tiene que ver con que tejo sin patrones, porque bueno...ejem...ejem…(inserte carita sonrojada), soy muy distraída y se me olvida de contar los puntos. Así que termino abandonando el patrón y “tejiendo de memoria”. Mis supuestos patrones son anotaciones en un cuadernito del estilo: “hacer la colita del zorro más pequeña y agrandarle las orejas” o “los bigotes quedan más simpáticos si son más largos”. Pues entonces el tiempo invertido en cada bichito varía mucho, a veces son días dibujando hasta que estoy conforme con un boceto. Y a veces son días tejiendo y destejiendo. A la hora de tejer los personajes cuyos diseños ya tengo definidos, me gusta tomarme mi tiempo y ponerle mucho amor a los detalles de cada uno, como las boquitas, los mini sombreros o los bordados. 


Do you crochet for pleasure or do you also sell your products?
Both. I love to crochet for pleasure because that is how it all started. I crocheted monsters and little animals and then would give them to my friends or their children. Then, bit by bit, friends of friends started to asking me to make them for them or as presents. This faced me with a conundrum, the same one we all go through: put a price on something that we do for true woolly love. Over the years it grew more and more, until through the fan page I was getting orders from people I didn’t know (no longer friends of friends of friends...) that liked my dolls. It was a very emotional moment. The first time I sent an order via post was the turning point when I stopped seeing Zany Bunny as a hobby and started to see it as a real job. I was so worried about it arriving! I made a handwritten letter that I added to the box (I love adding these type of details), the girl that received it wrote back to me and told me it was a very special toy for her child that was about to be born; this kind of approach to a client fills me with joy! I currently sell the little creatures via my fan page, I get orders from all over the country. I am always trying to improve and acquire better tools to continue forming as an entrepreneur and make this project grow along with my dream of living from what I love to do.


¿Tejes por placer o también vendes tus productos? 
Ambas. Me gusta mucho tejer por placer. Porque así fue como comenzó todo. Tejía monstruitos o bichitos y después se los regalaba a mis amigos o a sus hijitos. Luego, poco a poco los amigos de mis amigos empezaron a hacerme encargos para ellos o para regalar. Lo cual me llevó al brete, por el que seguramente pasamos la mayoría de nosotras: ponerle un precio a lo que hacemos por puro amor a las lanas. Con los años todo fue creciendo más y más, hasta que por medio de la fanpage me empezaron a llegar pedidos de personas que no conocía (y que ya no eran amigos de amigos de vecinos de primos de los tíos del gato), a quienes le habían gustado mis muñecos. Fue mucha la emoción de ese momento. Recuerdo que el punto de quiebre entre dejar de ver a Zany Bunny como un hobby y empezar a verlo como un trabajo real fue la primera vez que envié un pedido al interior del país, por medio de encomienda. Estuve preocupada todo el tiempo a ver si llegaban bien los bichitos y no se perdían por el camino. Le hice una carta a mano que despaché junto con la caja (me encanta agregar ese tipo de detalles a los pedidos). La chica que los recibió me respondió muy emocionada, porque era un regalo para su bebé que estaba por nacer; y ese tipo de acercamiento al cliente a mí me llenó de felicidad, porque re-afirmé que no hay nada más lindo que poder compartir algo de tu mundo con los demás. Actualmente vendo los bichitos por medio de mi fanpage, donde me llegan los encargos de varios puntos del país. Todo el tiempo trato de adquirir y mejorar herramientas para poder seguir formándome como emprendedora y hacer que este proyecto crezca a la par de mi sueño de vivir de lo que amo hacer. 


Do you have any references in the world of crochet or some other technique, someone that you admire?
Yes! Within the world of crochet, embroidery and wool there are a lot of people I admire. Many of them are part of the first edition of Crochatting, clearly. Hehe. Others, I am fortunate to have meet personally. I have many references in other artistic disciplines, such as literature, painting or comics that I consider highly. Like in illustration, 
Rèbecca DautremerBenjamin Lacombe or Isabelle Arsenault, all of them creating fantastic worlds for us to discover with every brushstroke. Or in film and animation like Wes Anderson, with its beautiful color palette. Or Miyazaki that is synonymous with magic, in my opinion. I declare myself 100% fan of discovering, all the time, people "that do", that tackle, that are original and authentic in their artistic expressions or designs. And by these means they share their vision of the world and mainly of their "inner world" (this concept is the vital axis on which Zany Bunny turns continuously). And with social media we have an open portal to access them constantly, no matter where in the world we are. And those little discoveries enrich our referential universe. 

¿Tienes algún referente dentro del mundo del crochet o alguna otra técnica, alguien de quien seas muy fan? 
¡Si! Dentro del mundo del crochet, del bordado y de las lanas hay gran cantidad de gente que admiro. Muchas de ellas forman parte de la primera edición de Crocheteras, claramente. Jeje. A otras, tengo la suerte de conocerlas personalmente. A su vez, tengo muchos referentes en otras disciplinas artísticas, como la literatura, pintura o el comic a quienes considero palabra mayor. Como en la ilustración, de la mano de Rèbecca Dautremer, Benjamin Lacombe o Isabelle Arsenault, todos ellos brindándonos mundos fantásticos por descubrir en cada pincelada. O del cine y la animación como Wes Anderson, con sus hermosas paleta de colores que me dan ganas de gritar de emoción. O Miyazaki que a mi entender es sinónimo de magia. Me declaro 100% fan de descubrir, todo el tiempo, personas “que hacen”, que emprenden, que son originales y auténticas en sus expresiones artísticas o de diseño. Y que por medio de las mismas comparten de su visión del mundo y sobre todo de su “mundo interior” (este concepto es el eje vital sobre el que gira continuamente Zany Bunny). Y con las redes sociales tenemos un portal abierto todo el tiempo para acceder a ellas, no importa en qué parte del mundo estén. Y esos pequeños descubrimientos son los enriquecen nuestro universo referencial. 


Do you finish all your projects or do you leave any halfway? 
Well… I think that in this woolly worlds we are all ‘Queens/Kings of leaving things halfway’ or have lists and lists of patterns, poor things, they wait patiently until we start them. I think it is because we all have the crochet and knitting gene:
'I WantToCrochetEverythingISeeAndIDontCareIfIDontHaveTime' We try to make twenty dolls, two scarfs and five pullovers. And don't get me started on the blankets! (because the owner of this blog is going to challenge me) But the truth is that I have accumulated several, which I started several years ago, all different and never finished. A good idea would be to join them all and maybe create a "Frankenstein-blanket" for next winter. I also have my own projects that are half finished, because I don’t finish finding the right design and I am very obsessive in that sense. For example, among them is: Confetti, the unicorn. Everyone who knows me knows that I just love unicorns. You don’t even have to know me very well to know that, it’s almost like: "Hello, how are you? My name is Cony and I love unicorns". That's why he's a very important character to me; and even though I have the sketch ready on paper, I'm still not happy with the final results when I crochet it. So I'm letting it rest to see if I can make Confetti look like what I imagine it in my head.


¿Dejas proyectos a medias o sueles empezar y acabar? 
Pfff. Creo que en este mundo de las lanas todas somos las “reinas en dejar proyectos a medias”. O en tener listas y lista de patrones que, pobrecitos, esperan resignados a que los empecemos. Y creo que es porque todas las crocheteras y tejedoras, tenemos el gen de: “QuieroTejerTodoLoQueVeoPorqueMeEncantaYNoMeImportaSiNoTengoTiempo”. Entonces nos embarcamos a la vez en: veinte muñecos, dos bufandas y cinco pulloveres ¡Y ni hablemos 
de las mantas! (porque la dueña de este blog me va a retar). Pero la verdad es que vengo acumulando varias, que empecé hace varios años, todas distintas y nunca terminé ninguna. Una buena idea sería unirlas todas y quizá así crear “un Frankenstein-manta” para abrigarme el próximo invierno. También tengo proyectos propios que quedan finalizados a medias, porque no termino de encontrarle la vuelta al diseño y soy muy obsesiva en ese sentido. Por ejemplo, entre ellos se encuentra: Confetti, el unicornio. Todos los que me conocen un poco saben que simplemente me encantan los unicornios. Ni siquiera hay que conocerme demasiado para saber ese dato, es más bien algo así como: “Hola, ¿Qué tal? Mi nombre es Cony y amo a los unicornios”. Por eso es un personaje muy importante para mi; y si bien lo tengo listo en el boceto del papel, todavía no estoy contenta con los resultados finales cuando lo tejo. Así que lo estoy dejando descansar un poco para ver si logro que Confetti quede tal cual me lo imagino en mi cabeza. 


Do you practice any other weaving technique?
Since we are sharing, let me tell you a secret. I'm rather clumsy knitting at with two needles. As I said before, I think it has something to do with my perfectionism. And if one stitch is crooked ... it’s a tragedy! I have to disassemble everything and start over, over and over, over and over... to infinity. Conclusion: I finish knitting a lap every three hours or so, I get tired and I quit. When I was a little girl, my grandmother tried to teach me at least 12,785 times (and my mother a few others), but they all ended the same way: my nan would get tired, she would take the project from me and do it herself faster, because I would knit it too tight, and she would say: “Done! You did a great job!” But she had done it herself! It was a very funny situation. Currently I am interested in embroidery. I love embroidering tiny things, details, especially leaves, flowers and forest and natural elements. It is a technique that I love because it is illustration but with thread. I hope that soon you can see some things I have been doing to add to my collection.



¿Practicas alguna otra técnica de tejido? 
Ya que estamos en tren de confesiones, voy a contarles un secreto. Soy bastante torpe tejiendo a dos agujas. Como dije más arriba, creo que es es algo que tiene que ver con que mi obsesión por el perfeccionismo. Y si un punto me queda más o menos torcido…¡se convierte en tragedia! Y tengo que desarmarlo todo y volver a empezar. Así una y otra vez, una y otra vez, ad infinitum. Conclusión: termino tejiendo una vuelta cada tres horas más o menos, me canso y lo abandono. Cuando era chiquita, mi abuela intentó enseñarme al menos 12.785 veces (y mi mamá otras tantas), pero todas terminaban igual: mi abuela se cansaba, me sacaba el tejido y después de retarme un poco porque yo tejía MUY apretado, lo tejía ella en dos minutos, me lo devolvía y me decía: “¡Ay, listo! Te quedó hermoso ¿Viste?”. ¡Pero lo tejía ella! Era una situación muy graciosa. Actualmente me encuentro incursionando mucho en el bordado. Me apasiona bordar cosas chiquititas, detalles, sobre todo hojitas, flores y elementos del bosque y la naturaleza. Es una técnica que me encanta porque es como ilustrar pero con hilos. Espero que pronto puedan ver algunas cosas que estuve haciendo para sumar a mis bichitos e integrarlo junto con la técnica del crochet. 


Thank you very much for the interview! It was so much fun to let you know a little bit more about me and my happy Zany Bunny world!

¡Muchas gracias por la entrevista! Fue muy divertido contar un poco de mí y de mi mundo feliz de Zany Bunny.

This interview was made by Lots of Loops and translated by Marina D. Bárcenas and Orangefox

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May 15, 2017

The Constant Knitter, Dublin

It's been months since I visited Ireland, but I still thinking about that as it had been yesterday. And wishing to come back as soon as possible.. Therefore this post is a bit of a bittersweet bite, on the one hand is sweet to bring back all the good memories, on the other hand it makes me sad not being there.

The Constant Knitter is one of those "secret" gems that could almost be unnoticed if you're passing by and you don't know what is it about, but once you're inside you enter straight to another universe. This kind of universe that you and me know... You won't find  an empty spot there, since everything is covered on wonderful things, and the variety of samples and knitted shawls sweaters, hats... is so huge that it's not possible to leave the place without a new project in mind.

Han pasado ya unos cuantos meses desde que fuimos a Irlanda, pero yo lo sigo recordando como si fuese ayer. Y con deseos de volver cuanto antes. Por lo que este post es un poco agridulce, por un lado dulces recuerdos, por otro lado pena por no estar ahí.

The Constant Knitter es otra de esas joyitas que podría pasar casi desapercibida si pasas por delante, pero al entrar pasas directamente a otro universo. Ese universo que tú y yo conocemos... No hay un solo milímetro vacío en esta tienda de Dublín, y la variedad de muestras es tan extensa que difícilmente te irás de ahí sin un proyecto nuevo en la cabeza.

THE CONSTANT KNITTER

There's another peculiarity regarding to yarn shops: their names. It's easy to find a yarn shop with a funny name, specially puns using knitting-stitches related words. The Constant Knitter remind us the so typical image of a knitter knitting day and night, and it also sounds like the name of this film, "The Constant Gardener", which for a moment mixes in our brains two magnificent concepts: Yarn and Ralph Fiennes.

Otra de las peculiaridades de las tiendas de lanas es que suelen tener nombres la mar de ingeniosos. Tanto en castellano como en inglés, los juegos de palabras parecen no acabar y son siempre sugerentes y divertidos. The Constant Knitter, a parte de evocar una imagen tan típica como un tejedor tejiendo sin cesar, recuerda al nombre de aquella película de Ralph Fiennes, "The Constant Gardener", que en España se llamó "El Jardinero Fiel". (Mezclar tienda de lanas y Ralph Fiennes ya es demasiado para la cabeza y la sensibilidad humana, lo se... )





Once again, the amount and variety of yarns and threads is huge, and so are the accessories. By the way, I bought there a shape to block socks, since I bought the most wonderful irish yarn in Galway, and I'm planning to make some socks out of it. Eventually...

Also, the shop has an uptairs floor where they host workshops and the most amazing knitting meetings, with VIP Knitters. And last but not least... they have a wonderful knitting machine.

Como no podía ser de otra forma, la variedad de lanas e hilaturas es enorme, así como todo tipo de complementos y accesorios. Ahí aproveché para comprarme una horma para calcetines, ya que me compré una preciosa lana irlandesa en Galway con la que algún día pretendo tejer unos calcetines.

Además, el local dispone de un piso superior en el que se imparten talleres de todo tipo y tienen lugar reuniones de tejedores (Y muy serias, con tejedores y diseñadores muy gordos!). Y, como sorpresa final, lo que terminó de conquistar mi corazón: una tricotosa...


Some instagram moments in The Constant Knitter
Algunos momentos instagram en The Constant Knitter



The Constant Knitter is located on 88 Francis St, Merchants Quay, Dublin 8. Very close to Saint Patrick's Cathedral. There're also several antiques shops on the same street, so it worths a visit altogether.

The Constant Knitter está en 88 Francis St, Merchants Quay, Dublin 8. Consulta el horario antes de ir por si acaso, ya sabes que las tiendas de lanas suelen tener un horario un poco diferente. Además estás bien cerquita de Saint Patrick's Cathedral y en la misma calle de la tienda hay varias tiendas de antigüdades muy curiosas, por lo que la visita merece la pena.

May 9, 2017

Pica Pau entrevista a... Lots of Loops

Lots of loops is an endeavor based around thread that explores different projects from amigurumi to embroidery workshops; all of it experimental and for pleasure and much to my own regret, it is sporadic. 

I have been disconnected from the online crochet world for a bit, so I was very excited to participate in ‘Crochatting’. It makes me get a move on, take the opportunity to share with you something new and finish a collection I was working on.



Lots of loops es un proyecto alrededor del hilo que se traduce en proyectos varios que van desde el amigurumi hasta los talleres pasando por el bordado, todo de manera experimental y por placer. Es un proyecto que, a mi pesar, va por rachas. Llevaba una temporada “desconectada” del mundo virtual del crochet, así que me hace mucha ilusión participar en el Crochatting, porque hace que me ponga las pilas, aprovecho para presentar un proyecto nuevo y me anima a acabar una colección en la que estoy trabajando.



I was very interested (and love) the amount of crafts and manual activities there are for children. Have you always been interested in children's point of view or did this come about once you had your daughter?
I have always been interested in children’s point of view: their freshness, their lack of prejudices and fear when they create. It’s something that gets lost when we get older and it’s difficult to recover.


Me ha llamado mucho la intención (y me encanta) la cantidad de cosas y actividades manuales, “craft" apuntadas a niños, ¿Siempre te ha interesado la forma de ver de los niños o es es una búsqueda que se despertó cuando empezaste a tejer para tu hija?
La manera de ver de los niños siempre me ha interesado: su frescura, su falta de prejuicios y miedos cuando crean. Es algo que se pierde al hacerse mayor y es difícil recuperar.


From that same place… do you still make dolls from children’s drawings? I am amazed but, as you said, they are the most demanding crowd, especially when trying to comprehend what they wanted to express with their drawing (which, as adults, we do not always see) How do you manage to balance it? Is it the same as when you work with adults when working on commissions?
Children are very demanding, but at the same time they only ask for accuracy towards the original drawing. With adults it’s more complicated because we find it harder to represent exactly what is in our imagination, so the same image can be interpreted in many different ways. That is why it is important to involve the person in the creation process y make it clear that I will also interpret it in my own style.


Desde ese mismo lugar…¿sigues haciendo los muñecos a partir de dibujos de niños? Me parece alucinante pero, como dices, es uno de los públicos más exigentes, especialmente a la hora de entender qué quisieron transmitir con su dibujo (que no siempre es lo que vemos plasmado, como adultos, en la hoja) ¿Cómo logras equilibrar eso? ¿Te pasa lo mismo con el público adulto al trabajar por encargo?
Los niños son muy exigentes, pero al mismo tiempo sólo piden fidelidad hacia el original diseñado por ellos. Con los adultos es más difícil porque nos cuesta mucho más representar exactamente lo que imaginamos, así que la misma imagen podemos interpretarla de distintas maneras. Por eso es importante hacer partícipe del proceso a la persona que me hace el encargo y también dejar claro que es mi interpretación, a mi estilo.


In the project Barribastall you work with children and adults. What is the difference, apart from the obvious, between the activities for them both? What are you looking for in each case?
Turns out we can teach the same techniques to children and adults. It is a matter of patience, with children we sew by machine and by hand, we knit, we saw… naturally. It’s to the adults that sometimes, for lack of time or fear, we don’t offer these possibilities. It doesn’t matter if they commit mistakes, get a nip or a cut. I teach design uni students and you can tell which ones tried when they were younger and which ones did not. I miss Barribastall very much, I don’t have that space any longer and it was a fantastic encountering point for creation with adults and children, all mixed up, each doing their own thing.


En el proyecto Barribastall trabajas con niños y adultos. ¿En qué se diferencian (fuera de lo obvio) las actividades para ambos? ¿Qué buscas en cada caso?
Resulta que podemos enseñar las mismas técnicas a adultos y a niños. Es cuestión de paciencia, con los niños cosemos a máquina y a mano, tejemos, serramos… con naturalidad. Somos los adultos los que a veces por miedo o por falta de tiempo, no les ofrecemos estas posibilidades. No pasa nada si se equivocan, se pinchan o se cortan. Doy clase a universitarios de diseño y se nota mucho quién ha probado y quién no de pequeño. Echo mucho de menos el Barribastall, ya no tengo el local y era un lugar fantástico de encuentro de creación con adultos y niños, todos mezclados, cada uno a lo suyo.


It seems interesting what crochet can awake in a person (from what I could understand from PechaKucha, with my limited catalan haha). That ‘love it or hate it’ feeling that most of the time is related to the amount of kitsch things that are being and have been knitted. And somehow, I feel that with part of your work, the part not necessarily directed to the younger audience, you will look to play with that boundary. For example with Domestic Hunting Trophies Collection (which are amazing, by the way!) or with the hybrid animals (idea that I might steal from you). What were the reactions to that project? Have you thought about writing about it? (Sorry if you have already and I haven’t found it)
As I explain in Pechakucha, I am very proud of Domestic Hunting Trophies, two of the pieces were bought by Regions Museet from Sweden for their background. They are very polarizing pieces, or people like them a lot or nothing at all. Curiously I have sold more pieces to men than women, I like that, it’s the best reaction to my work. About writing, I don’t think I can get so much out of it! And before stealing them, you can buy the patterns at my Etsy store.

Pareciera interesarte mucho lo que despierta el crochet en las personas (al menos eso es lo que logré entender del PechaKucha…mi catalán no sería el mejor, jeje). Ese “lo amas o lo odias” que la mayoría de las veces está relacionado con la cantidad de cosas “kitsch” que se tejen y han tejido en este mundillo. Y, de alguna forma, siento que con parte de tu trabajo (el que no necesariamente está apuntado al público infantil) buscarás jugar con ese límite. Por ejemplo, con los Domestic Hunting Trophies Collection (que son una genialidad, por cierto) o los animales híbridos (idea que creo voy a robarte). ¿Cuáles han sido las reacciones a este trabajo? ¿Has pensado escribir algo al respecto? (perdón si lo has hecho y no lo he encontrado)
Como explico en el Pechakucha, estoy muy orgullosa de la colección Domestic Hunting Trophies, dos de las piezas me las compró el Regions Museet de Suecia para su fondo. Son piezas bastante polarizantes, o gustan mucho o nada. Es curioso que he vendido más piezas a hombres que a mujeres, eso me gusta, es la mejor reacción a mi trabajo. Sobre escribir, no sé si puedo sacarle tanto jugo! ...Ah, y antes de robar, los patrones se pueden comprar en mi tienda Etsy.



Being an industrial designer, what elements do you think your career has contributed to your current activity? How do you integrate a profession that usually targets mass design (or at least that is how it’s viewed) with handmade and ‘one of a kind’ design?
I believe it is perfectly compatible. Within the design world there is a great interest and respect for all traditional techniques. Every day there is more design reinterpreting the traditional techniques and involving new technologies to create products that are made industrially. A very common example is fabric applied to sports shoes.


Siendo diseñadora industrial, qué elementos crees te ha aportado esa carrera a tu actual actividad? ¿Cómo concilias una profesión que generalmente apunta al diseño en masa (o al menos así se ve desde afuera) con el tejido, lo manual, el “one of a kind”?
Creo que es perfectamente compatible. En el mundo del diseño hay un gran interés y respeto por todas las técnicas tradicionales. Cada vez más se diseña reinterpretándolas e involucrando nuevas tecnologías para crear productos producidos industrialmente. Un ejemplo bien conocido es el tejido aplicado al calzado deportivo.


This interview was made by Pica Pau and translated by Marina D. Bárcenas.

MORE CROCHATTING HERE

May 3, 2017

Félix, el tejedor feliz

Os presento a Félix. 
Félix es un muchacho feliz. Es feliz por varios motivos, pero principalmente porque sabe disfrutar de los pequeños placeres de la vida.

Apasionado por las historias de antiguos pescadores que tejían sus propios jerseys y gorros en alta mar, aprendió a tejer hasta que consiguió confeccionarse también él un jersey. Desde entonces no ha parado.
Ni puede ni quiere parar, ya que tejer le hace feliz. Ha encontrado un estilo de vida que quiere compartir contigo. Quiere enseñarte y quiere que le enseñes. Qué me dices, quieres tejer con Félix?


Félix ha sido creado especial y exclusivamente para Lanas Katia, con motivo del Día Mundial de Tejer en Público, otra de sus grandes pasiones. Aprovecha cualquier momento libre para echar unos puntos, ya sea en el metro, en el parque, tomando unas cañas en una terraza...
Uno de sus lugares favoritos para tejer son los trenes. A veces incluso en la misma estación. Ahí se relaja, se centra en sus pensamientos y teje mientras sueña con los próximos viajes que va a realizar.


 Allá donde va lleva consigo sus agujas y unos ovillos. Está tejiendo una bufanda interminable, mide ya muchos metros, pero es que dice que no la quiere terminar!


Lo de Félix y Katia fue amor a primera vista, o quizás el destino... Y para celebrar esta unión han decidido organizar un concurso. Teje a tu propio Félix, customizalo como más te guste, inventa complementos divertidos y diferentes para él, siempre usando materiales de Katia, eso si!! Publica la foto de tu Félix en el Facebook de Katia o en instagram, usando el hashtag #FelixKnitsKatia y podrás ganar un superlote de lanas y revistas Katia.


Descarga gratuitamente el patrón de Félix y empieza a tejer! Tienes hasta el día 11 de junio a las 23:59h para participar en el concurso! 

#FELIXKNITSKATIA

Esta no es la única sorpresa que trae nuestro amigo bajo el brazo; busca los carteles de Félix en tu tienda de Katia favorita y participa en el evento de Tejer en Público que esté anunciando. Este año si que si! Este año no te lo pierdes!


Y ya para finalizar... TENEMOS CAL

Pues claro... qué pensabais? Que iba a dejar escapar una oportunidad como esta para organizar un CAL? Eso es que no me conocéis bien...


Empezamos ya! descárgate el patrón de Félix y entra en nuestro grupo de Facebook. Tejeremos a Félix juntos virtualmente, nos haremos miles de fotos y... participaremos en un sorteo

Cómo?! Otro?! Estamos locos?! 
Pues si. 

Participa en el CAL, haz fotos de tus avances y, finalmente sube al grupo de facebook una foto de tu Félix terminado. Entre las fotos publicadas se sorteará un lote de productos Katia escogidos especialmente para tejer en público. 

Esto es una maravilla tras otra. Vais a tener que leer varias veces el post para asimilar toda la información. Y si aún así tienes dudas, me escribes y te las soluciono :)


Y ahora, ya sabes, únete a Félix y a tejer sin parar! En la playa, en el gimnasio, en el bus...

April 30, 2017

Taller de CESTERÍA CON GANCHILLO en Black Oveja

Como no sólo de colchas vivimos las tejedoras, Black Oveja y yo hemos creado este curso, saliendo totalmente de lo que acostumbro a enseñar ahí. Una técnica diferente y fácil:

CROCHET BASKET WEAVE COIL 


Aprenderemos a trabajar en redondo pero de una forma diferente, envolviendo diferentes fibras y combinando colores. Aumento proporcional, punto bajo, cambiar de color...


Esta técnica es perfecta para crear alfombras, cestos, centros de mesa, bajoplatos... En el taller haremos un pequeño cesto, pero os recomiendo que en casa sigáis experimentando. Cuando lo pruebas no puedes parar!


Madrid SÁBADO 13 DE MAYO 
de 17 a 20h en Black Oveja
El taller cuesta 50€ e incluye materiales. 
Es imprescindible tener conocimientos básicos de ganchillo (cadeneta, punto bajo)

March 21, 2017

Marina Opina: AMIGURUMI by Jennifer Ramírez

By Marina D. Bárcenas

What a great time one has when one learns to make something with their own hands. With the joy of something taking shape and in turning into a creature, like is the case of amigurimi. Some of us do it has a hobby and others dedicate themselves to it and make that passion a way of life. 

But have you ever asked yourself where the  Amigurumi come from? 

Qué bien se lo pasa un@ cuando aprende a hacer algo con sus manos. Cuánto se disfruta cuando ese algo coge forma y, por ejemplo, se convierte en una figura como es el caso del amigurumi. Muchos lo hacemos como hobby e incluso otros se dedican a ello haciendo de su pasión un modo de vida. Pero, te has preguntado alguna vez cuál es el origen del Amigurumi?


Jennifer Ramírez, who likes to think of herself as a ‘hook ninja’, alongside her partner are ‘The Sun and the Turtle’. This Colombian emigrated in Finland, dedicates her time collecting her findings to document the beginnings of the amigurumi in a comprehensible manner. Jennifer had her first encounter with amigurumi when she moved to Finland, while looking for a hobby with which to amuse herself and help to make the transition easier. I feel very identified with the idea of her googling a way to knit a stuffed toy and encountering the amigurumi phenomenon that made her discover a whole new world (high five, Jennifer!).


Jennifer Ramírez, a quién le gusta pensarse como una “hook ninja” junto a su pareja son The Sun and the Turtle. Esta colombiana emigrada a Finlandia, ha dedicado tiempo a recopilar  sus hallazgos para documentar los orígenes del amigurumi de manera comprensible.

Jennifer tuvo su primer contacto con el amigurumi cuando se mudó a Finlandia, mientras buscaba un hobby que le entretuviese y le ayudase a hacer el cambio más llevadero. Me siento muy identificada al saber que mientras googleaba formas de tejer un muñeco se encontro con el fenómeno del amigurumi y eso le hizo descubrir un mundo nuevo (high five, Jennifer).



If you want to find out more about this craft that has gained so many followers  over the last few years and focus more on the history than on the techniques or patterns, then this is the book you are looking for.

The Sun and the Turtle’ are inspired by kawaii aesthetics for their designs; kawaii  being a term taken from the popular Japanese culture present in all areas beyond just toys, meaning cute or tender: big heads, pink cheeks and expressive eyes. 

Si quieres indagar más sobre esta técnica que ha ganado tantos adeptos durante los últimos años centrándote más en conocer su historia que en el hecho de encontrar técnicas o patrones, este es el libro al que has de referirte.

Viaja a través de la historia y orígenes del término, de la técnica, de los elementos que componen el diseño de su estética y el estudio de sus formas.

The Sun and the Turtle orienta sus diseños hacia la estética kawaii, término tomado de la cultura popular japonesa presente en muchos ámbitos más allá de los juguetes o la estética como tal. El equivalente en español a algo “lindo” o “tierno”: cabezas grandes, mejillas rosadas y ojos expresivos.


An immersion into many concepts related to Japan as some integrate themselves into others; a journey through the different versions that each culture makes of amigurumi. 
A look at how to define these creatures: they are cute, they have personalities. A trip to the source of their inspiration. 

Una inmersión en muchos conceptos relacionados con Japón ya que unos van relacionándose con otros; un viaje a través de las diferentes versiones que cada cultura hace de los amigurumi. Una mirada hacia cómo definir a estos personajes: son monos, tienen personalidad. Un viaje hacia sus fuentes de inspiración.

MY PROJECT

In this case the choice was easy. Because the book is focused on investigating the origins of the amigurumi and does not focus on collecting patterns, the only pattern you can find is Inari the Fox, he is so kawaii and so cute, it is well worth the redundancy.

En este caso la elección era fácil. Debido a que el libro está orientado a investigar los orígenes del amigurumi y no se centra en coleccionar patrones, el único patrón que podrás encontrar es el de Inari the Fox, tan kawaii él y tan mono, valga la redundancia. 


I will see you here from now on with more books, reviews and projects!
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